Fundos imobiliários: A nova onda do mercado

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Conheça o novo queridinho dos investimentos e saiba qual os cuidados que você precisa saber antes de investir.

Imagine aplicar dinheiro em um único imóvel comercial, alugado para apenas uma empresa. Além disso, o prédio está localizado em uma cidade que foi desenvolvida para o serviço prestado por essa companhia. De repente, por conta de uma revisão de estratégia, o contrato. de longo prazo, é rescindido. O imóvel fica então completamente vago, em um local que dificilmente vai atrair novos locatários do mesmo porte. Esse imóvel é comercializado em cotas de um fundo imobiliário.

Apesar de ter características de renda fixa, como geração de renda mensal, os fundos imobiliários funcionam como ações e são, portanto, indicados para investidores com perfil moderado.

É necessário ressaltar que quem investe em imóveis físicos provavelmente sempre enfrentou essa oscilações, mas elas não eram tão transparentes quanto a listagem de um fundo em bolsa.

Mercado em ascensão

O número de investidores de fundos imobiliários cresce exponencialmente até final de 2012. A partir de 2013, este número cai até início de 2016, quando os fundos sofrem o impacto da superoferta de imóveis no mercado e explosão da vacância, que atingiu 25% em algumas regiões.

Mas desde então, o número voltou a subir, atingindo atualmente marca de 400 mil. Por conta do apelo da isenção de IR e geração de renda mensal, aproximadamente dois terços desses investidores são pessoas físicas.

Se por um lado esses investidores enfrentam riscos, eles também têm cada vez mais opções para mitigar eventuais problemas. O número de FIIs listados em bolsa atingiu em maio a marca de 181 fundos listados com valor de mercado de R$ 60,4 bilhões de reais. Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o volume de negociação de cotas de FIIs foi de 13,7 bilhões de reais.

Tipos de fundos

Entre os fundos imobiliários existentes no mercado, cerca de 70% são fundos de tijolo, enquanto 28% são fundos de papel.

Já quando se trata dos segmentos dos fundos de tijolo, 29,4% têm na carteira imóveis corporativos, 24% shoppings centers, 16% galpões logísticos, 12% lojas de varejo, 12% são diversificados, enquanto 2% têm universidades entre os ativos e 1% hospitais.Veja também

No caso dos fundos de tijolo, todos os segmentos funcionam como se o investidor estivesse investindo e obtendo renda com o aluguel de imóveis físicos. Mas, ao investir em imóveis físicos, o pequeno investidor não tem acesso a muitos desses mercados.

Diante disso, como escolher entre os tipos de fundos, e como funcionam?

Fundos de tijolo

Também chamados de fundos imobiliários de renda, investem em imóveis físicos com o objetivo de receber renda com aluguéis e retornos com a valorização do valor patrimonial das unidades.

Fundos de crédito

Em geral, contêm Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs) e debêntures
emitidas por sociedades imobiliárias. Esses créditos vão financiar projetos imobiliários e, portanto, costumam ter prazos longos. Esses fundos costumam ser apontados como uma porta de entrada para aplicar dinheiro no segmento, já que costumam ter uma volatilidade menor e maior previsibilidade de renda.

Fundos de fundos

Os fundos de fundos (FoF) de fundos imobiliários também são apontados como uma porta de entrada para iniciantes. O gestor negocia cotas de fundos imobiliários listados, dispensando que o investidor monitore diversos segmentos e gerencie riscos.

Por fim, os fundos imobiliários devem fazer parte de uma carteira diversificada de investimentos, que seja composta também por ativos mais líquidos e seguros, como de renda fixa. “Os FIIs têm correlação baixa com outros tipos de aplicações. O indicado é aplicar dinheiro em mais de três fundos por, pelo menos, dois ou três anos.