Café Econômico

Voto impresso, vai ou racha!

Voto impresso definido essa semana, governo é acusado de contabilidade criativa, reforma tributária pode ser votada a caráter de urgência, mercado anseia por juros alto, payroll e novo pacote de estímulos nos EUA e definição de juros em vários países emergentes.

Política: 

Voto Impresso:

 Depois do estresse político que está causando esse voto impresso, Arthur Lira, presidente da Câmara que botar um fim nessa conversa. Quer levar essa semana para votação no plenário, a derrota é quase certa, já que perdeu na comissão específica, a não ser que o governo consiga colocar os deputados para votar a seu favor, mas a qual custo? 

Na sexta o presidente acusou mais uma vez o judiciário dizendo que as eleições “já são uma fraude” e que parte “do nosso querido STF quer a volta da corrupção” e que “não existe harmonia entre os Poderes”.  

Presidente fala de corrupção, mas não esclarece o caso da vacina e nem da rachadinha de seus filhos.  

Contabilidade Criativa:

Parece que estamos vivendo um flashback do governo Dilma, onde a contabilidade criativa colocou o país na pior crise moderna, o famoso, tropeço no próprio pé. Parcelamentos do precatórios, REFIS com 90% de isenção de multa, aumento do bolsa família fora do teto dos gastos. 

Alguns deputados aconselham o governo a manter o bolsa família no máximo a R$300, mas o novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, já vem defendendo um aumento na casa de R$500 a R$600 reais, mês.  

Reforma Tributária:

Outra novela que não sai de cena é o aumento dos impostos na reforma tributária que pode ser votada amanhã que está sob regime de urgência, que dispensa tramitar por comissões. O relator do projeto Celso Sabino está confiante que conseguirá os 300 votos e deve passar goela a baixo, mesmo com uma série de manifestos contra o texto assinado por várias entidades de classe, associações e secretários de finanças.   

Economia: 

Mercado, digo bancos, vem puxando a curva DI para cima, a fome por uma renda fixa que pague alto está acima do bem social e da necessidade de financiamento para sair da crise. O importante é ter um juros com ganho real (acima da inflação) Depois que o BC já deixou a esperança de subir mais 1% a SELIC na próxima reunião, o mercado vem pedindo 1,25%. A fome nunca acaba. Já estamos falando em uma taxa de juros no fim do ano de desaceleração econômica (acima de 6,5% que seria o ponto neutro).  

Internacional: 

Sexta foi dia Payroll que veio mais forte que o esperado e essa semana teremos dado da inflação nos EUA atualizado, o que eleva a expectativa para reunião de Jackson Hole no fim do mês. Será que o fim dos estímulos fiscais está próximo? 

Desemprego caiu para 5,4% contra 5,9% e os salários subiram +0,4% o que aumenta a pressão para o FED subir a taxa de juros nos EUA.  

Senado dos EUA retomou ontem, domingo a discussão do pacote de estímulos de infraestrutura na casa de US$1 trilhão.  

Vários países emergentes divulgam essa semana suas taxas de juros, como: Turquia, México e Peru. 

China: Inflação ao consumidor subiu 1% em julho, acima da expectativa que era de 0,80%. Já os preços ao produtor (PPI) registraram alta de 9% anualizada e também acima da expectativa que era 8,8%.  

O Governo informou que as exportações desaceleraram de 32% para 19% abaixo do esperado que era 20%.  

Bovespa: 

Bolsa subiu na sexta 0,97% contra tudo e contra todos os stress políticos. Seguindo a risca os indicadores econômicos.  

Petrobras. Presidente na sexta fez discurso e disse que conversou com Luna e Silva, presidente da Petrobras para ver um jeito de não ter que ficar reajustando o combustível  o tempo todo. Disse que não vai intervir, mas acha absurdo a refinaria vender a R$1,90 e o consumidor abastecer na bomba a R6,10 e culpou os estados pela alta carga do ICMS. Em sinalização aos caminhoneiros, disse que vai estudar a possiblidade de isentar os impostos do Diesel a partir de 2022.  

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